Um novo tempo… Em minha carreira também.

Em Janeiro de 2008 iniciei uma experiência mágica em minha carreira. Após cinco anos trabalhando com formação de professores para o uso pedagógico da tecnologia, e também com implantação de laboratórios de tecnologia da informação nas escolas da rede municipal, tirei uma licença da Secretaria de Educação e Cultura de São Bernardo do Campo, e fui para o Instituto Lumiar, realizar o sonho de trabalhar com a proposta inovadora daquelas escolas, ao lado de meu, então, amigo Eduardo Chaves.

Minha tarefa, privilegiada, era assitir ao Eduardo, presidente do Instituto, na difícil tarefa de articular o referencial teórico com a prática pedagógica da escola. Na ocasião havia duas escolas, uma em São Paulo, na Rua Bela Cintra, e outra em Santo Antônio do Pinhal, próxima de Campos do Jordão.

Meu trabalho se restringia à Lumiar de São Paulo, pois minha amiga Daniella Dupont era responsável pela escola de Santo Antônio do Pinhal, que fica no bairro do Lageado, zona rural da cidade. A Lumiar de lá é fruto de uma parceria entre a prefeitura e o Instituto. Portanto, trata-se de uma escola pública, que implementou de forma muito bem sucedida a metodologia da Lumiar.

Após alguns meses, ainda pelo Instituto, assumi a função de coordenadora pedagógica da escola da Bela Cintra. A partir de então, eu não apenas identificava as necessidades e propunha estratégias, mas também cuidava de sua implementação, junto à gestão da escola e à equipe de tutores e mestres.

Algum tempo depois, em função de algumas mudanças na escola, acabei assumindo a direção da escola, “emprestada” pelo Instituto, até que fosse possível a contratação de uma nova pessoa para a direção. Essa fase coincidiu com um período de profundas mudanças em minha vida pessoal. De um instante para outro eu me vi em meio ao período mais turbulento de minha vida, com importantes desafios em meu trabalho, e seríssimos desafios em minha vida pessoal.

Enfim, tudo passa, e aquela fase difícil também passou… Após dois meses, dois tutores assumiram a co-direção da escola e eu voltei ao trabalho no Instituto Lumiar, que vislumbrava novas perspectivas.

Com a proposta pedagógica mais consolidada e a prática pedagógica caminhando para ficar mais afinada com a proposta, o Instituto começou a investir em projetos na Europa, inclusive contratando uma pessoa para atuar em Londres. No Brasil, uma nova escola começou a ser gerada. A Dani iniciou e eu dei prosseguimento ao processo de implantação da Escola Lumiar Internacional, uma escola bilíngüe, também localizada em Santo Antônio do Pinhal (ao lado da outra escola). A escola bilíngüe começou a operar em 2009.

No final do ano, a Dani acabou sainda do Instituto, e eu passei a coordenar pedagogicamente as três escolas. Foi um tempo muito especial, de grande aprendizagem. Durante todo esse tempo, tive oportunidade de participar de alguns eventos nacionais e internacionais, dando palestras sobre a experiência da Escola Lumiar. Os eventos internacionais estavam relacionados à parceria da Lumiar com a Microsoft.

Felizmente poderei viver sentindo que tive o privilégio de contribuir, ainda que um pouquinho, para o processo de construção de uma escola inovadora, que busca, em suas próprias contradições, caminhos novos que a aproximem da utopia de sua proposta.

Como saldo desse período em que trabalhei lá, a matriz de competências, que é o currículo da Lumiar, foi aperfeiçoada, a organização dos projetos de aprendizagem foi reestruturada, e o processo de avaliação de competências começou a ser estruturado.

No entanto, após quatorze meses que revolucionaram a minha vida, por razões essencialmente pessoais, tive de fazer uma escolha. Minha licença de São Bernardo do Campo estava para terminar e eu deveria decidir se me exoneraria, ou se retornaria. Ponderei muito e concluí que deveria voltar – não mais para a Secretaria de Educação, mas sim para a sala de aula. Decidi que queria, após tantos anos longe da sala de aula, experimentar, bem de perto, tudo aquilo que eu aprendi e até ajudei outras pessoas a aprender sobre a metodologia de projetos de aprendizagem, focados no desenvolvimento de competências, sobre a avaliação de competências, e o uso pedagógico e inovador da tecnologia.

Retomei o trabalho em São Bernardo no último dia 6. Foi emocionante! Minha turma, de 25 alunos, é realmente especial. Tenho dois alunos considerados como portadores de necessidades educacionais especiais, mas, sinceramente, questiono esse diagnóstico…

Tenho tido o privilégio de desenvolver competências relacionadas ao trabalho de alfabetização, que, infelizmente, nunca tive oportunidade de desenvolver. Para acrescentar a cereja que faltava no meu pudim, estou tendo a honra de trabalhar na escola que minha querida amiga Roseh dirige. Realmente está sendo um tempo muito bom…

Como se tudo isso não bastasse, fui convidada por minha, também, grande amiga Mary Grace, a trabalhar em um projeto de formação de professores da Fundação Telefônica e do Cenpec, que mistura o uso pedagógico da tecnologia, reflexão sobre a gestão e qualidade da educação e a erradicação do trabalho infantil. O projeto se chama Programa Aula Fundação Telefônica.

Sou muito grata a Deus por TUDO o que Ele tem permitido que eu viva… Até pelas coisas que ainda não estão tão perfeitas…

Agora estou aqui, durante este feriado de Páscoa, trabalhando com bastante entusiasmo. Após três dias de aula tive o privilégio de parar para me organizar, planejar, estruturar materiais e me preparar melhor para começar de fato esse novo tempo em minha carreira…

Em São Paulo, 10 de Abril, de 2009.

Jantar Agradável

Que coisa boa é poder sair com amigos queridos…

Acabamos de retornar de um jantar muito agradável em uma pizzaria de São Bernardo do Campo.

Música ao vivo de ótima qualidade cantada por Dilma Ramalho. À mesa, a companhia gostosa de Mary, Rose, André e João Lucas (ainda na barriguinha da Rose).

No restaurante várias outras colegas de São Bernardo, atraídas pelo talento da Dilma. Eduardo pertinentemente sugeriu que a cantora recebesse pelo menos 50% do faturamento, pois, certamente, a maior parte da clientela escolheu o local por causa dela.

Precisamos repetir isso mais vezes… Não custa caro e é tão bom!

Isso é viver uma vida frugal.

Acho que agora teremos mais oportunidades… 🙂

Em São Paulo, 20 de Março de 2009.

Minha Filha

Para começar a aquecer esse blog, vou publicar a última coisa que publiquei em meu antigo blog “Professora Paloma”.

Trata-se de uma pequena homenagem que fiz à minha filha mais velha, Bianca, em seu aniversário do ano passado, no dia 04 de novembro.

Segue a transcrição abaixo.

Em São Paulo, 18 de Março de 2009.

o-O-o

O Nascimento

Há exatos doze anos minha vida estava prestes a se transformar definitivamente.

No dia anterior eu havia recebido em casa alguns amigos e parentes para um evento muito especial: O “Chá da Bianca”.

Minha gestação havia atingido o oitavo mês havia uma semana.

Minha barriga estava grande e pesada, mas muito bonita. Não tão bonita quanto a pessoinha que dentro dela estava… Minha primogênita Bianca.

Aguardávamos ansiosamente por sua chegada. Um presente de Deus, a despeito das previsões pessimistas de minha médica, que, em função de uma dupla incidência de trombose ocorrida sete meses antes da gravidez, achava que aquela gestação poderia complicar minha saúde.

Lá estava eu, naquela manhã do dia 03 de novembro de 1996. Amanheci sentindo algumas dores… Tão leves, tão delicadas, como a Bianca.

Aparentava uma leve cólica, porém, como eu poderia sentir cólica, se estava grávida?

Minha inexperiência não me permitiu perceber que aquele era o início do trabalho de parto…

Após algumas horas sentindo aquelas leves dorzinhas, notei que o intervalo entre uma dor e outra diminuía a cada novo evento, então percebi que o nome daquela cólica, na verdade, era contração. Meus Deus! Estava chegando a hora!!!

Corremos para o hospital e ao ser examinada: – A Sra. está em trabalho de parto! Afirmou a auxiliar de enfermagem…

Senti muito medo. O que me aconteceria nas próximas horas?

Minha médica estava retornando de uma viagem e por telefone discutiu com a enfermeira a possibilidade de segurarmos por mais algumas semanas aquela gestação, afinal havia apenas 36 semanas que eu estava grávida.

A decisão: eu deveria retornar para casa, permanecer em repouso absoluto e tentar prolongar ao máximo aquele processo de parto que se iniciara.

Contrariando, no entanto, as orientações médicas, continuei passeando por todo o dia, sentada no carro, na companhia de dois primos que moravam em Santos e estavam em casa em função do Chá da Bianca.

Ao final do dia, por volta de dez horas da noite, enquanto os primos eram levados à rodoviária, eu, em casa, sozinha, percebi que aquela dorzinha que me acompanhou o dia inteiro havia se tornado mais compassada.

Notei que algo diferente havia acontecido, e, ao conseguir contato telefônico com minha médica, que estava na estrada, a caminho de São Paulo, retornando de uma viagem ao interior, soube que aquilo que havia acontecido era conhecido como a saída do “tampão”. Em outras palavras eu deveria me dirigir imediatamente ao hospital, e a médica se encontraria comigo lá em seguida.

Fiquei bem assustada!

Ao chegar ao hospital, por volta de onze da noite, novo exame e o diagnóstico da auxiliar de enfermagem havia ganho um elemento novo: “franco”. Eu agora estava em “franco” trabalho de parto!

Não havia outra possibilidade, senão a de trazer a Bianca ao mundo, naquela mesma noite.

Fiquei apreensiva… O que aconteceria nas próximas horas, minutos?

Fui levada de cadeira de rodas para uma sala e iniciaram-se os preparativos…

Em seguida fui levada ao centro cirúrgico, onde parte da equipe da minha médica, Dra. Zenaide Sueli Alves, me aguardava.

Não demorou muito até que a própria médica chegasse. Após um exame rápido disse que a evolução estava perfeita, e que, pela dilatação constatada, em poucos minutos eu poderia ter um lindo parto natural.

Tive medo. Nunca gostei de sentir dor, embora a dor que eu sentisse naquele momento fosse leve e gostosa…

Disse a ela que não queria parto natural. Queria mesmo a cesárea, conforme havíamos planejado desde o início.

O anestesista, então, passou a me explicar o que aconteceria nos próximos minutos… Mais uma vez tive medo. A agulha era imensa e seria introduzida na base da minha coluna vertebral.

Nunca tive medo de injeção, mas daquele tamanho e naquele lugar!!!

Houve uma pequena complicação na hora da aplicação e eu fiquei apavorada.

A complicação foi rapidamente contornada, e em poucos minutos eu já não sentia minhas pernas, meu abdômen, meu peito.

A equipe passou a se preparar e eu, acordada, não parava de fazer perguntas. Curiosa, como sempre, queria saber tudo o que estava acontecendo. Não queria perder um procedimento sequer.

Minha médica, então pediu para aplicarem morfina em minha veia, para induzir-me ao sono.

Fui ficando sonolenta, com os sentidos bem afetados, mas resisti bravamente até o momento mais esperado da noite, exatamente quando o relógio marcava 00h57…

Minha filha, minha primeira filha, naquele momento, minha única filha. Pesando apenas dois quilos e novecentos e vinte gramas, medindo tão somente quarenta e seis centímetros.

Lá estava ela, respirando, nos braços da médica. Linda!

A médica a trouxe para perto de mim. Colocou-a em meu peito. Não pude abraçá-la, pois meus braços estavam presos por causa da medicação em minha veia.

Não sabia o que fazer! Não sabia como agir…

Lá estava eu diante do maior acontecimento da vida de uma mulher… Eu era mãe! E mãe da criatura mais meiga, delicada, sensível, tranqüila e doce que jamais existiu.

Bianca, minha filha, eu quero que você saiba que você mudou a minha vida. Eu nunca mais fui a mesma depois de sua chegada.

Com você aprendi muita coisa, e continuo aprendendo até hoje.

Você sempre foi a filha que toda mãe sonha, e continua sendo até hoje.

Desejo que você realize cada um dos seus sonhos, e que você seja muito, mas muito feliz.

Nunca se esqueça de que o amor que eu sinto por você é incondicional, e que, não importam as circunstâncias, ou quanto tempo passe, eu sempre te amarei, e sempre estarei pronta para acolher você em minha vida.

Eu te amo demais…

Um beijo especial e único de sua Mãe.

Em Campos do Jordão, 04 de Novembro de 2008.

Ano novo, Blog novo

Caros Amigos

Como muitos de vocês sabem, de fato o ano começou novo para mim. Por isso estou iniciando, a partir de hoje, um novo Space (embora o início do ano já tenha ficado para trás).

Esse é o terceiro Space que começo. O primeiro durou algum tempo, mas foi abandonado. O segundo teve apenas um post… 😦 Espero que este seja constantemente atualizado.

É sempre boa a sensação de começar uma coisa nova. Há um entusiasmo que nos faz crer que tudo o que não conseguimos antes, conseguiremos agora. Esse é o milagre do recomeço…

É isso… Estou recomeçando…

Em breve compartilharei outros recomeços com vocês…

Um abraço.

Paloma